Trabajo de collage produzido en la asignatura de Escultura y Medios Audiovisuales en la Academia de Bellas Artes de la Universidad Politecnica de Valencia en Junio de 2009.
Trabajo de collage produzido en la asignatura de Escultura y Medios Audiovisuales en la Academia de Bellas Artes de la Universidad Politecnica de Valencia en Junio de 2009.
Ao início da aula, enquanto todos chegam, assistimos algum video, da imageria de Fluxus, de alguns dadaísta, de alguma obra de poesia fonético-sonora ou de festivais de performances internacionais e espanhois. Logo após o video, abre-se o espaço dos comentários, que em geral, são iniciados por pontos minimalistas de linguagem por Bartolomé e terminadas com a voz coletiva dos alunos.
O posicionamento crítico e desconstrutor dos trabalhos artísticos pelos alunos é um de seus objetivos pedagógicos.
A segunda parte da aula é marcada por exposição de teoria, de Happening, Evento, Situação, artistas como Allan Kaprow, Esther Ferrer, Satie, Ana Mendieta, Vostell, Marina Abramovic e outros.
O contéudo é projetado em textos fragmentados, citação e outros acompanhados da análise de Bartolomé.
A terceira e última parte da aula é prática. A partir de um calendário, os alunos agendam suas ações e apresentam na sala. Após a ação, discutimos entre todos e apontamos nossos pontos de vistas, memórias e referências frente o que foi visto.






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Para dizer que não estava trabalhando no deserto... Poesia fonético-sonora com camelos!!
Diálogos imperdíveis. Qualquer dia eu os edito os videos, para que seja mais legal vê-los!
beijos meus a quem vem aqui de vez em quando!
Merzouga - Marrocos

Luv iu
luv luv lluv lluvivi vivi lluviaaaaaa
Notas sobre poesia fonético-sonora:
1- La voz deveria ser utilizada como instrumento de percussão
2- Na poesia fonético-sonora não há separação entre a música e a palavra, se produz uma sublimação da língua na sonoridade.
3- A voz representa o corpo (idéia de Roland Barthes "mimésis do ritmo vital de uma pessoa").
4- A construção da poesia fonético-sonora está em quem a produz e a ouve.
5- A poesia fonético-sonora está na voz e por trás da voz.
6- A poesia fonetico-sonora se posiciona contra o imperialismo linguístico, ela extrae o que há de repressivo na língua.
7- A poesia fonético-sonora se centra não na mensagem, mas sim no recepção. Através da comoção o receptor intervem na poesia.
8- Na poesia fonético-sonora o som e a grafia se tornam um todo completo. E o sentido está no ritmo, não tanto no significado.
De todo este resumo posso compreender melhor, a comoção que senti ao embalo do meu corpo, quando li por primeira vez o poema ROÇZEIRAL de Ferreira Gullar, do livro A Luta Corporal. Esta junção de palavras em meu ver, resume um sertão de Diadorim, dentro de mim, de miguilim e de tudo que, de tão grande de afeto, vem no mineires, em diminutivo.
ai está o poema, que por hora, quase foi o título desse blog.
ROÇZEIRAL
Au sôflu i luz ta pom- pa inova’ orbita FUROR tô bicho ’scuro fo- go Rra
UILÁNUILÁN, lavram z'olhares, flamas!CRESPITAM GÂNGLES RÔ MASUAF Rhra
Rozal, ROÇALl’ancêndio Mino- Mina TAURUSMINÔS rhes chãns sur ma parole - ÇAR
ENFERNO LUÍZNEM E ÔS SÓES LÔ CORPE INFENSOS Ra CI VERDES NASCI DO CÔFO
FORLHAGEM, fo-lhargem q’abertasffugas acêças
GUERRASdê pomos -pomares risteMON FRÈRE MA FRÊLE - te roubo o roubo CÃO das Haspéridas
Dê seque pelesperseques rijescurraçanáduspur flór oblófs!
LO MINÇA GARNE Mma! Ra tetti mMá
Mu gargântuFU burgeMU guêlu, MuTempu - PULCI MU LUISNADO VU GRESLE RRA Rra Rra. GRESLE RRA
I ZUS FRUTO DUDUZO FOGUARÉO DOS OSSOS DUS DIURNO RRRAMU MAÇÃ N’ÃFERN TÉRRE VerroNAZO
OASTROS FÓSSEIS SOLEILS FOSSILES MAÇÃS Ô TÉRRES PALAVRA STÊRCÃ DEOSES SOLERTES PA- LAVRA ADZENDA PA- LAVRA POÉNDZO PA- LARVA NÚ- MERO FÓSSEIL LE SOLÉLIE PÓe ÉL FOSSIL PERFUME LUMEM LUNNENi L U Z Z E N M
LA PACIÊNÇA TRA- VALHA LUZNEM
Exercícios de poesia fonético-sonora feitos em classes.
Boloido Éden
Praça XVI de Novembro, Rio de Janeiro, 2005. Arredores do Paço Imperial.




Desconhecendo a arte do verso e sua técnica, Portinari escrevia poesias puras e é na simplicidade de sua escrita que reside toda a beleza de comoção de suas palavras.
Mesmo após suas viajens ao Velho Mundo, conhecedor de importantes museus, bibliotecas e pessoas. Depois de ler, estudar, observar e viver com profundidade as coisas de nosso país e do exterior, Candido Portinari mantinha sua linguagem caipira mineira e paulistana. Ele escreve um texto que resume sua condição de exilio cultural quando estava em Paris, ao relembrar um tipo popular de Brodoski, o Balaim:
"Só tem um dente. Usa calças brancas feitas de saco de farinha de trigo, cheias de remendis escuros de pano listrado: ainda se nota o carimbo da marca da farinha. Embaixo, ele amarra as calças com palha de miho para não apanhar lama - não usa botina dia de seman (...) Balaim vai calçado de botinas de elástico - ele fura um burraco do lado do joanete. As calças ficam gastalhadas nas botinas. Só se usa colarinho, não se ajeita com gravata. Balaim é beira-córrego e dono de um sítio. (...) Honesto por necessidade acredita em Deus e em todos os santos porque tem medo. (...) Vim conhecer aqui em Paris o Balaim, depois de ter visto tantos museus e tantos castelos e tantas pessoas civilizadas. Aí no Brasil eu nunca pensei no Balaim. Apesar de eu ter sangue de gente de Florença, cidade de Romaim Rolland diz: "...febril, orgulhosa, onde cada um era livre e onde cada um era tirano, onde era esplendido viver e onde era um inferno". Eu me sinto um caipira. Daqui fiquei vendo melhor a minha terra, fiquei vendo Brodoski como ela é. Aqui não tenho vontade de fazer nada. Vou pintar o Brasil, vou pintar aquela gente, com aquela cor. Quando começi a pintar sinto que deveria fazer a minha gente e cheguei a fazer o 'Baile da Roça'.
Depois desviarm e começei a tatear e pintar sem nenhuma orientação. (...) A paisgaem onde a gente brincou a primeira vez não sai mais da gente e eu quando voltar vou ver se consigo fazer a minha terra. Eu uso sapatos de verniz, calça larga, colarinho baixo e discuto Wilde, ms no fundo eu ando vestido como Balaim e não compreendo Wilde. Tenho medo da polícia, ando com os papeis sempre em dia e tenho medo da gente que tem emprego vitalício. Tenho saudades de Brodoski pequenininha, duzentas casas brancas de um andar só, no alto de um morro espiando para todos os lugares, com a Igreja sem estilo, uma torre no centro e duas pequenas do lado, com o altar que eu fiz."
Portinari utilizou de influências europeias em sua obra, mas sempre para retratar algo nosso. Observa-se um pouco de expressionismo alemão, de cubismo español, mas tudo isto voltado para a manifestação daquilo que o toca, o povo.
Levamos estratificado na pele as memórias de velhos tempos e ao escavarmos o imaginário vemos que a matriz da linguagem e da poética possuem bases simples e sólidas, com a infância e as preoupações sociais de uma alma indagante e inconformada com injustiças. Portinari fez de sua arte um estandarte do Brasil para o mundo e uma crítica ao Estado que se imortalizou na autenticidade de seus quadros, ele colocou nos murais e cavaletes o olhar desviado daqueles que preferem não ver. Deu beleza à realidade triste de nosso país.
Referência:
BERARDO, João Batista. O POLÍTICO Cândido Torquato Portinari. Ed. Agua Rasa, São Paulo: 1983.
Choque de grupos revolucionários contra o conservadorismo do IRA e sua idéia de integração territorial da Irlanda com o Reino Unido.

Kitten e suas derivas urbanas estruturadas pela a busca da mãe. Andanças provocativas e estilosas.

O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir, tocar no mundo.
O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas.
Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo, estou pensando”.
Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.
O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem.
Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas.
O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver.
O bobo parece nunca ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.
Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer.
Resultado: não funciona.
Chamado um técnico, a opinião deste era que o aparelho estava tão estragado que o concerto seria caríssimo: mais vale comprar outro.
Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e, portanto estar tranqüilo.
Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.
Aviso: não confundir bobos com burros.
Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera.
É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"
Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!
Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu.
Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos.
Os espertos ganham dos outros. Em compensação, os bobos ganham a vida.
Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás, não se importam que saibam que eles sabem.
Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas.
É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca.
